Com alta desenfreada do dólar, diversificar no exterior é essencial

Alta desenfreada do dólar

Não é novidade que nossos artigos enfatizam constantemente os benefícios da vida no exterior. E, como sempre deixamos bem claro, não temos nada contra o Brasil, mas cada dia fica mais evidente que quem desfruta das oportunidades de diversificação nacional e diversificação no exterior está colhendo frutos financeiros muito maiores.

É importante esclarecer que para isso não é necessário residir no exterior, e sim estar antenado ao que está ocorrendo no mundo todo, inclusive no Brasil. Batemos muito na tecla exterior, pois temos como premissa identificar as áreas mais significativas de autossuficiência lá fora, essenciais para sobreviver ao longo de crises econômicas e políticas aqui no Brasil.

O caso crítico da alta desenfreada do dólar

Nos últimos meses os noticiários têm estampado diariamente a alta desenfreada do dólar, com números considerados historicamente mais altos desde a criação do Plano Real. A valorização recorde do dólar já refletiu na dívida de 109 empresas do Brasil, ela aumentou R$ 61,35 bilhões em menos de quatro meses, subindo de R$ 190,06 bilhões para R$ 251,42 bilhões.

Inclusive a BmfBovespa sentiu diretamente os efeitos negativos da valorização do dólar, no dia 23 de setembro ela perdeu o posto de maior mercado acionário da América Latina, quem agora figura no topo é a Bolsa de Valores do México. E mais: sua dívida em moeda estrangeira subiu 45 milhões a mais entre junho e setembro, de R$ 1,39 bilhão saltou para R$ 1,84 bilhão.

Encontrar soluções no exterior é preciso

A única forma de evitar que alguma catástrofe abale o seu patrimônio é criando soluções para diversificar no exterior e encontrando ferramentas alternativas eficazes para preservar seu capital. É necessário que estas estratégias estejam dentro da lei e, o mais importante, sejam realmente eficientes. Entre elas estão:

  • Diversificação dos bens: inclui adquirir também patrimônio físico. Ao invés de apostar apenas em CDs, depósitos bancários e bolsa de valores, diversificar portfólio é investir em recursos físicos, como metais preciosos, imóveis no exterior, relógios luxuosos, vinhos e coleções de arte.
  • Abrir uma estrutura jurídica no exterior: com uma estrutura jurídica no exterior é possível usufruir das baixas cargas tributárias que existem lá fora. Isso é sinônimo de economizar nos custos administrativos da sua empresa, afinal, aqui no Brasil o processo de abertura e administração de uma estrutura jurídica é oneroso e extremamente burocrático. É preciso fazer tudo conforme a lei para evitar qualquer indício de lavagem de dinheiro ou sonegação de impostos. Esta possibilidade é basicamente: diminuir custos, aumentar possibilidades de lucro e diversificar o patrimônio no exterior. E mais: uma estrutura jurídica também pode ter como finalidade a proteção de bens.
  • Investir em imóveis no exterior: essa também é uma forma eficaz de diversificar patrimônio e, ao mesmo tempo, aumentar capital.
  • Abrir uma conta bancária no exterior: isso possibilita ter acesso a outras moedas, não ficando vulnerável ao real ou ao dólar. Além do mais, seu patrimônio estará protegido em casos como congelamento bancário.

Aviso legal
A partir de maio de 2016, conforme noticiado no sítio da Receita Federal Brasileira, em 29/04/2016, uma instrução normativa passou a exigir a identificação do beneficiário final das empresas nacionais e estrangeiras que vierem de alguma forma operar no Brasil. Ressaltamos que na data de publicação desse  artigo não integrava as exigências do fisco a necessidade de identificar os beneficiários finais. Como salientado ininterruptamente nos materiais produzidos por Sociedade Internacional, as estruturas jurídicas no exterior que são formadas corretamente e declaradas junto à Receita Federal não abrem lacunas para ilegalidades perante à legislação brasileira. Enfatizamos que o anonimato do sócio e diretor da empresa permanece como um direito garantido em lei e costuma ser utilizado principalmente para a proteção das pretensões pecuniárias.