Grande equívoco: Ricos gananciosos x Ricos bonzinhos

Ricos Gananciosos

Em 1960, 18 países europeus, além dos EUA e Canadá se tornaram membros fundadores da nova Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE). Desde então, outros 14 países também entraram para a organização. A Organização foi a expansão de uma organização francesa existente, a Organização para a Cooperação Econômica Europeia (OECE), iniciada em 1948.

Não surpreendentemente, a OCDE tornou-se uma extensão da OECE e foi liderada pela França, a organização e reflete o pensamento do governo francês sobre a economia. Como a organização expandiu seu poder, a sua direção se tornou mais focada em duas das fixações econômicas do governo francês: na cobrança mundial de impostos e na equalização mundial de impostos.

Claro, a França é conhecida por seus níveis quase sempre escorchantes de tributação, e em 2013, mais de 8 mil franceses tiveram custos fiscais acima de 100% de seus ganhos!  A França tem sido um bastião para a crença socialista de que o “Rico Ganancioso” deve ser obrigado a pagar seu “quinhão”.

Quem são os Ricos Gananciosos?

Em que nível de renda uma pessoa se torna um membro deste grupo? De acordo com a mentalidade socialista da França, “rico” é uma escala móvel. Um homem qualquer que teve uma idéia para desenvolver um produto, emprestou dinheiro e construiu uma fábrica, que emprega outras pessoas para fazer seu produto, é provável que se encontre classificado como “rico”.

Será que ele teve um ano ruim e realmente ganhou menos dinheiro do que o seu empregado com salário mais baixo nesse ano? Não importa, ele ainda é rico. (O adjetivo “ganancioso” é opcional, deve ser utilizado sempre criticando aqueles que estão sendo descritos como “rico”.)

Ao considerar o descrito acima, se criarmos ressentimento para tal indivíduo, podemos definir “ricos gananciosos” como “alguém que parece ter mais dinheiro do que eu.”

Claro que, como já foi referido, esta definição requer uma escala móvel, pois não podemos colocar uma figura do dólar em “ricos”. Uma pessoa rica é simplesmente alguém que parece ter mais dinheiro do que nós, qualquer que esse montante possa ser. Da mesma forma, “quinhão” pode ser definido como “mais do que eles estão pagando atualmente.”
Então, aqui vai o nosso fabricante, que, em um bom ano, pode ganhar bem em seis dígitos, mas como ele é o único responsável pela aposta que ele tomou na criação de um negócio, ele poderá fazer pouco ou nada em alguns anos e, de fato, pode precisar reinvestir seus ganhos anteriores para escorar o negócio em anos ruins.

O Rico Bonzinho

A situação é bem diferente com jogadores de futebol. Embora possam receber mais de sete dígitos anualmente por demonstrar habilidades em campo, eles não estão entre os considerados ricos gananciosos.  Na verdade, o jogador é idolatrado. Ele pode até exibir sua riqueza com mansões, carros caros, joias e uma esposa troféu, mas ele não é um dos ricos gananciosos.

E, claro, há celebridades do mundo do entretenimento que se enquadram na mesma categoria. Elas podem ser ricas – mesmo desperdiçando visivelmente seu dinheiro – e serem admiradas por isso. Elas são “pessoas boas.” Sim, eles podem exibir uma propensão para se comportar como a realeza mimada, até mesmo ao ponto de abusar de seus cônjuges, mas são perdoadas e em seguida, retornam ao seu lugar no pedestal.

E assim, podemos alterar a nossa definição ao afirmar que os ricos gananciosos são considerados “culpados” porque empregam outros, ganham dinheiro com o suor das sobrancelhas de seus funcionários. Mas se olharmos mais fundo, percebemos que o jogador de futebol, o ator e outras estrelas empregam motoristas de limusines, jardineiros, limpadores de piscina, agentes, etc. Eles empregam outros, mas nós não criticamos seus estilos de vida extravagantes sobre os de seus empregados.

Obrigando Uniformidade… para os Outros

A OCDE tem feito grandes progressos nas últimas décadas: primeiro, em convencer o público de que o “rico ganancioso” é uma classe maligna de pessoas que procuram oprimir o homem comum e, em segundo lugar, em fazer incursões em restrições sobre os paraísos fiscais. Estas visões equivocadas não fazem sentido. Trabalhar, construir um legado, administrá-lo com competência e obter lucro pode ser considerado ganância? Investir dinheiro lícito em paraísos fiscais, de forma legal, é uma atitude gananciosa?

A OCDE tem um caminho a percorrer e pode passar décadas antes de ter sucesso em seu esforço. Principalmente porque o mundo está olhando em grande escala o colapso econômico internacional um futuro relativamente próximo.